Matar ou morrer?!
Se estivéssemos em uma situação que exigisse tomar uma decisão inesperada, de vida ou morte, ou seja, matar ou morrer para defender nossa vida ou a vida de nossa família, qual decisão tomaríamos?
Na minha viagem dessa semana, eu havia acabado de chegar em uma cliente para visitar; logo depois, chegou também uma viatura da polícia militar com dois soldados que também entraram para visitar a loja.
Como haviam outros clientes, fiquei aguardando o término do atendimento para fazer o meu trabalho. Durante esse tempo, comecei a conversar com os policiais e falamos sobre vários assuntos; falei que era religioso, assim como a dona da loja.
Então, surgiu o assunto: legítima defesa.
O policial me fez a pergunta que acabei de fazer pra vocês no início do texto. De imediato, a dona da loja disse que mataria primeiro para não morrer.
Eu disse: "mas Jesus não disse que se alguém te ferir em uma das faces que desse a outra?!", o policial interviu dizendo:
"- mas é claro que você tem o direito de se defender, ou será que você vai orar nesse momento pedindo para Deus converter o indivíduo, ou repreendê-lo em nome de Jesus..."
Já falei muito sobre isso, entretanto, muita gente me chama de louco. Com certeza a minha atitude mesmo sendo religioso seria a de me defender também. E na situação imaginada, se fosse pra decidir entre morrer e matar para não morrer, eu faria.
Talvez estejas chocado com o que acabou de ler, mas quero contar uma história que está na bíblia.
Não pra justificar ou defender a violência, e sim, para o entendimento de que certas decisões irão exigir algo que mesmo sendo condenável, precisará ser feito.
A história que irei relatar foi repetida 3 vezes na bíblia. É possível conferir nos livros: 2 Reis 18-20; 2 Crônicas 32.1-22; Isaías 36-37.
Conta do livramento de Israel das mãos do rei Senaqueribe. Esta é uma das histórias mais bonitas na bíblia. Não tanto porque um anjo matou 185 mil soldados assírios em uma noite, mas pelas lições que ela nos oferece e pelo vislumbre que ela nos dá da intervenção de Deus a favor de seu povo. (Deus ordenando matar para o povo não morrer).
Percebemos que a primeira lição aprendida nessa história é: Satanás usa várias palavras que confrontam a nossa mente para nos amedrontar e desanimar.
O que fez o mensageiro do rei logo de primeira? Com suas palavras, colocou em dúvida o Poder de Deus. "Que confiança é esta que tu manifestas?"
Em seguida, mentiu dizendo que o próprio Deus lhe tinha enviado para destruir Israel "O Senhor mesmo me disse: sobe contra esta terra e destrói-a.". E continuou mencionando as vitórias do rei sobre muitas nações.
Por fim, questionou se o Deus de Israel poderia livrá-los da sua mão.
Agora vejamos a segunda lição que aprendemos na história: o rei da época - Ezequias, não ficou choramingando pelos cantos por causa das palavras do petulante Senaqueribe, pelo contrário, ele fez o que era correto.
"E aconteceu que, tendo ouvido isso o rei Ezequias, rasgou as suas vestes, e se cobriu de saco de pano grosseiro, e entrou na casa do Senhor".
Ele não tinha nenhuma chance e nem mesmo possuía recursos para vencer o grande rei; assim, nenhuma aliança política salvaria Israel, pois segundo o relato bíblico, quase todas as nações tinham sido derrotadas pela Assíria.
A quem recorrer então? Somente ao Senhor dos exércitos.
Por fim, aprendemos que se alguém afronta a glória de Deus, mais cedo ou mais tarde a casa cai. O rei valentão achava que era maior que Deus, e acabou quebrando a cara.
Amigos(as), vejamos o rigor do discurso que Deus proferiu através do profeta Isaías:
"Por causa da tua raiva contra mim e porque a tua arrogância subiu até os meus ouvidos, eis que porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio, nos teus lábios e te farei voltar pelo caminho por onde vieste."
E Isaías continua profetizando:
"Pelo que assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: não entrará nesta cidade, nem lançará flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, ou levantará contra ela tranqueira. Pelo caminho por onde vier, por esse voltará; mas nesta cidade não entrará diz o Senhor."
Na história há relato de que entrou alguma flecha em Israel?
Algum soldado do rei assírio pôs os pés em Jerusalém?
O que lemos foi que, em um dia o exército da Assíria era composto por 185 mil soldados, no outro, só existiam 185 mil cadáveres, e, o rei Senaqueribe, foi assassinado pelos seus próprios filhos dentro de sua casa.
Deus resolveu de forma sobrenatural o problema de Israel. Mandou matar, para o seu povo não ser destruído.
Dar a nossa vida por Jesus seria uma honra, mas digo também que: se pela fúria do inimigo que nos odeia, tivermos que decidir entre matar e morrer para nos defender ou defender a família, Deus estará conosco.
Por Jonas Santana


Você foi feliz em dizer que, quem afronta a glória de Deus , mais cedo ou mais tarde a casa cai. Isto porque, Deus é vida, mas também é justiça .
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