Quer saber quem é você? Receba poder.




"Exorte os ricos deste mundo a que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para o nosso prazer."

(1 Timóteo 6:17).

"Dê poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é." - Maquiavel

Na vida diária, você sempre se depara com situações que lhe causam dor, sofrimento, decepção, frustração, angústia e muita tristeza. Muitas vezes você pensa em desistir e sumir. E tudo fica ainda pior quando esses sentimentos são causados por pessoas mais próximas a você. 

Diversas pessoas acabam sendo afetadas por causa da humilhação e falta de reconhecimento daqueles que poderiam ter, no mínimo, um pouco de gratidão a Deus por ter permitir chegar aonde chegou, ter o que tem, ou ser o que é. 

Até hoje ainda não consegui achar alguém que recebeu poder para alguma coisa e não deixou se levar por ele mesmo sem perceber, e acabou fazendo mal a outros. 

Meu amigo, não é de hoje que vemos questionamentos a respeito da postura e atitudes das pessoas diante da oportunidade de exercerem qualquer tipo de poder.

Se você fizer uma análise, irá perceber que o caráter das pessoas que recebem poder muda mais cedo ou mais tarde. 

O poder vai fazer essa pessoa colocar as garrinhas de fora e através de suas ações, quem for observador, vai perceber o caráter e personalidade da pessoa. 

Fazendo uma análise aprofundada da situação, você vai entender que esta filosofia confirma a ideia de que, quando uma pessoa tem a possibilidade de se impor aos demais, ela pode mostrar-se generosa ou medíocre. 

"Melhor é o pouco, havendo o temor do Senhor,

do que um grande tesouro onde há inquietação." (Provérbios 15:16).

Os generosos são aqueles que sabem o quanto o poder é efêmero e transitório. Por isso, são pessoas atentas à sua condição provisória, entendem que tudo é passageiro, que desse mundo não se leva nada. Estes indivíduos buscam sabedoria, portam-se com humildade, são agregadores e, acima de tudo, são justos e honestos. 

São raras de se encontrar, é uma classe em extinção, pois são pessoas que exercem o poder conscientes, durante todo o tempo, de sua brevidade e de sua responsabilidade. Zero apego às condições que o poder lhes traz. São, exatamente por isso, generosas na mais pura acepção da palavra.

"Quem ama o dinheiro jamais se fartará de dinheiro; e quem ama a abundância nunca ficará satisfeito com o que ganha. Também isto é vaidade."

(Eclesiastes 5:10).

A minha pergunta é: Você  conhece a história de pessoas, que sendo servis e desprezadas no meio profissional, tornam-se carrascos diante dos familiares que estão submetidos ao seu medíocre poder? Ou ao contrário, você conhece algum pai de família dominado por uma dinâmica familiar que não lhe cede espaço e se torna o mais carrasco chefe em seu trabalho, humilhando e subjugando seus subordinados? 

Meu querido leitor, já viu ou ouviu falar de alguma pessoa que na empresa passou pela experiência de conviver com pessoas que eram pacíficas, alegres e bondosas e se transformaram de repente em tiranas e inflexíveis, ao serem promovidas a chefes, gerentes ou diretores? 

Quem não conhece pessoas recalcadas e inseguras que se tornam “corajosas” ao receberem, ainda que de forma medíocre, um instrumento formal de “poder”? 

Mais uma vez lembro que a nossa vida aqui é de passagem, daqui desse mundo não vamos levar nada, por isso afirmo: se quiseres conhecer realmente uma pessoa, dê-lhe poder e observe junto àqueles que por algum tipo de hierarquia, ainda que subjetiva, devem lhe prestar qualquer tipo de obediência.

Questione como é o seu relacionamento com elas. A resposta obtida demonstrará com total fidelidade as manifestações mais obscuras de seu caráter.

Lord Acton, o historiador inglês, afirmou: “o poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. 

O mais interessante é que, diante de um poder que não conheciam e que lhes foi outorgado modificando o rumo de suas relações com os outros, algumas pessoas tendem a justificar seus erros se escondendo atrás de muitas palavras e poucas ações. Trata-se de uma defesa contra o lado obscuro que foi aflorado e que de certa forma ainda pode ser causa de vergonha. Estas justificativas tentam legitimar as grosserias, indelicadezas, a falta de educação e gentileza, e, o que é pior, a má vontade, a intolerância, a falta de companheirismo, ou seja, a mediocridade.

A Bíblia diz em Deuteronômio 8:18: 

“Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque ele é o que te dá força para adquirires riquezas; a fim de confirmar o seu pacto, que jurou a teus pais, como hoje se vê.”

Finalizo mostrando a você, que obter poder é capaz de promover mudanças, não as necessárias, infelizmente, mas as inevitáveis. Desde o modo de se vestir à forma de tratar às pessoas. No trabalho, aqueles que recebem o poder, tendem a substituir os antigos companheiros, cercando-se daqueles que não o conheceram enquanto subordinado e que, por isso tendem a legitimar mais rapidamente sua nova condição de poder. 

Mas lembrem-se: O mal jamais vencerá. Acredite! É isso que a palavra diz. No final, por si só, ele se destruirá.

"Quem faz o bem beneficia a si mesmo; quem pratica o mal só se prejudica." (Provérbios 11:17).

                 por Jonas Santana

Comentários

  1. Exatamente, quer conhecer o homem, lhe dê poder. Ótimo texto.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas