Confusão



Depois de muitas reações, indignação por parte de uns e aceitação por parte de outros, hoje quero simplesmente transcrever a opinião de uma pessoa muito prudente e equilibrada que falou sobre o assunto mais comentado dos últimos dias, a abertura das olimpíadas em Paris 2024.

Deixo claro que corroboro com todas as palavras do Pr. Odailson Fonseca e faço delas as minhas palavras na mensagem de hoje.

Não é inclusão. Muito menos liberdade. Não dá para amenizar o que foi invasivo e desrespeitoso. Além de agressivo, vulgar e depravado. Neste momento, somem os argumentos pro meu silêncio. E se eu sempre defendi equilíbrio, prudência, tolerância e boa convivência, desta vez, omitir me torna cúmplice do insulto.

A maior audiência mundial acontece a cada 4 anos. Mais se 1 bilhão de telespectadores. E a Cerimônia de Abertura de uma Olimpíada é aguardada com expectativa e admiração. Não foi diferente na belíssima Paris. No entanto, o encanto do Rio Sena, numa mega produção transmitida por 600 câmeras e 80 telões com 5km de fibra ótica, trouxe embutido o traiçoeiro veneno da blasfêmia.

O deboche moral debandou da Santa Ceia banalizada por dançarinos andrógenos e drag queens à erotização infantil entre  simulações de orgia. Acrescente a promoção explícita da pansexualidade e poligamia glamourizadas em acordes hipnóticos. Tudo devidamente maquiado de normalização da irreverência. Além de travestido sob o véu da arte, da expressão livre e estética parisiense. Lamentável.

Confusão. Esta é a matéria-prima do engano. Especialidade tentadora das trevas. E respeitar o livre-arbítrio das pessoas não pode validar a propaganda sorrateira da promiscuidade. Rejeitemos os ecos melódicos de Gomorra. A diversidade não tem álibi para ofender. Por isso, o alerta máximo antidissimulação da falta de vergonha traz junto o mais absoluto repúdio contra este palco purpurinado do erro.

"Visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável" (Romanos 1:28). Reitero a emergência destes tempos tenebrosos. Metadiluvianos. Não flertemos com a chacota dos princípios. Muito menos, baixamos a guarda dos valores.

O espetáculo esportivo começou? Que sejam admiradas as medalhas, a pira olímpica e a festa do pódio. Mas, a indecência não merece pedestal. Nem as narrativas banais, ideologias decadentes ou ativismo subversivo. Enfim, triste ato. Triste confusão. Triste distorção.

Que o amor brilhe mais forte que as luzes da Torre Eiffel. O verdadeiro AMOR pelo que é certo. 

       Por Pr. Odailson Fonseca

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