Pregador ou Coach? Cantor ou adorador?
*"Aí, ai! Eu odeio e ignoro as vossas festas religiosas; também não suporto as vossas assembleias solenes." (Amós 5:21)*
Nesta semana, dois vídeos me chamaram a atenção. No primeiro, um grupo de jovens em uma igreja estava sentado, fingindo que estavam dormindo por causa do pregador que, na opinião deles, não era bom. Logo depois, esses mesmos jovens aparecem pulando e agitados ao som de uma música, afirmando que aquele sim era um bom pregador.
No segundo vídeo, um cantor compartilhava seu testemunho: ele foi convidado para um evento onde as pessoas reclamavam das atrações. Como solução, o chamaram como a atração principal. Ele então sugeriu que chamassem Tiririca, já que estavam em busca de entretenimento. Ele enfatizou que, se o cristão não for à igreja atraído por Jesus, sua adoração é vã.
O que você acha dessas duas atitudes? Concorda com os jovens ou com o pastor?
Essa é uma realidade que tem se tornado cada vez mais comum entre os cristãos. Hoje, muitos parecem precisar de algo que os atraia na igreja: uma forma especial de cantar, pregar ou qualquer coisa que lhes faça sorrir, dançar e gritar nos templos.
Alistair Begg descreve alguns tipos de pregadores que podem ser considerados problemáticos:
- *O “Líder de Torcida”*: sempre em busca de aplausos.
- *O “Mágico”*: tira coisas do texto bíblico que não estão lá.
- *O “Contador de Histórias”*: muitas histórias, pouca pregação.
- *O “Artista”*: a Bíblia não é suficiente, precisam de piadas, truques, músicas e até dança para se destacar.
- *O “Sistematizador”*: usa o texto apenas como pano de fundo para uma palestra doutrinária.
- *O “Psicólogo”*: fornece conselhos que não são necessariamente baseados na Bíblia.
- *O Pregador “Transparente”*: expõe demasiadamente suas falhas ou vida pessoal.
Quando a verdadeira adoração é deixada de lado, o foco sai de Deus e vai para o "eu". As pessoas buscam entretenimento, algo que as faça sentir-se bem no momento, mas a transformação interior acaba sendo negligenciada. Isso se aplica também aos cantores: se eles se tornam o centro das atenções, a verdadeira adoração a Deus fica em segundo plano.
É fácil apontar as falhas dos que estão fora do nosso convívio ou fora do Evangelho, mas é importante lembrar que uma pregação ou música que eleva o ego mais do que aproxima de Deus não é edificante. O problema está no coração de quem busca o entretenimento em vez da adoração verdadeira.
*João 4:23-24* nos lembra:
> "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade."
Infelizmente, há uma crise de identidade nas igrejas de hoje. Muitos estão mais preocupados em atrair o maior número de pessoas do que em preservar os princípios bíblicos e as origens da fé. Buscam trazer as atrações do mundo para a igreja, acreditando que as formas tradicionais não são mais capazes de atrair.
*O conselho bíblico para cada um de nós é claro:*
*Apocalipse 2:4-5:*
> "Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor. Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do lugar dele."
Por Jonas Santana



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