O Segredo da Vitória
Filipenses 2:13 afirma: "pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele". Com este versículo, quero começar a meditação de hoje, mostrando que a capacidade de desejar e agir para fazer a vontade de Deus vem de Deus mesmo, pois Ele opera em nós tanto a intenção quanto a capacidade de realizar os Seus propósitos.
Em mais uma frase que li hoje, isso fica bastante claro, pois ela diz o que é a santificação: "A santificação é isso: alimentar a natureza do bem por meio de boas obras, as quais não compram nossa salvação, mas resultam dela." Portanto, alimente a natureza de Cristo dentro de você. Esse é o segredo da vitória.
A ideia de preservar a natureza de Cristo em nós mesmos é um conceito poderoso. Isso significa cultivar valores como amor, compaixão, humildade e perdão, que são essenciais para vencer as tentações do mal.
Meu amado, quero apresentar para você agora algumas dicas práticas para preservar a natureza de Cristo em nós mesmos:
Cultive a gratidão: Aprenda a agradecer pelas coisas que você tem, em vez de se concentrar no que você não tem. Muitos querem e desejam coisas que não podem ter e esquecem de agradecer pelo que Deus sempre dá.
Pratique a compaixão: Aprenda a ouvir e a valorizar as opiniões e os sentimentos dos outros. Ter compaixão é pensar no seu próximo e se puder o servir naquilo que ele está precisando.
Seja humilde: Aprenda a pedir perdão quando você erra e a se reconciliar com os outros. O perdão é uma prática que deve existir entre os que servem a Deus, pois Ele mesmo ensinou que, para se perdoar, não existe limite.
Espero que essas dicas sejam úteis! Lembre-se de que a jornada para preservar a natureza de Cristo em nós mesmos é um processo contínuo, e que é preciso trabalhar nisso todos os dias.
Para finalizar, quero lembrar a você uma história que é contada em um livro que tem como título "Conhecer Jesus é tudo". Lá, fala de um jovem que vivia em conflito na igreja; ele decidiu procurar o pastor para comunicar que iria desistir da fé. Ele contou que o motivo era porque não achava correto viver fazendo as coisas erradas e estar na igreja.
O pastor contou a história de dois leões. Ele disse que, se colocasse esses dois leões em jaulas e alimentasse um e deixasse o outro sem alimento por um tempo, depois pegasse os dois e colocasse em uma só jaula para brigar, qual dos dois venceria? Perguntou o pastor àquele jovem. Ele respondeu o óbvio: que seria o que foi alimentado.
Essa história é uma ilustração poderosa sobre a luta entre a carne e o espírito. A ideia é que, assim como os leões, nós também temos duas forças em conflito dentro de nós: a carne, que representa nossos desejos egoístas e pecaminosos, e o espírito, que representa nossa conexão com Deus e nossa busca por santidade.
Quando alimentamos nossa carne com pensamentos, emoções e ações pecaminosas, ela se fortalece e nos leva a cometer erros e pecados. Por outro lado, quando nos alimentamos do espírito, através da oração, da leitura da Bíblia e da obediência a Deus, ele se fortalece e nos ajuda a vencer as tentações e a fazer o que é certo.
A história do leão também nos lembra que a vitória sobre o pecado não é algo que possamos alcançar sozinhos, mas sim através da ajuda do Espírito Santo de Deus. Como diz a Bíblia, "se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei" (Gálatas 5:18).
Então, a resposta para o jovem que queria abandonar a igreja é que ele não está sozinho nessa luta. Com a ajuda do Espírito Santo, ele pode vencer o pecado e fazer o que é certo. E é exatamente essa a promessa da Bíblia: "pois Deus é quem opera em vós tanto o querer como o fazer, segundo a sua boa vontade" (Filipenses 2:13).
No entanto, uma história mais específica que vem à mente é a de Jacó e Esaú, em Gênesis 25-36. Esaú representa a carne, com seus desejos egoístas e impulsivos, enquanto Jacó representa o espírito, com sua busca por Deus e sua obediência à Sua vontade.
Esaú e Jacó eram gêmeos, filhos de Isaque e Rebeca. Esaú era um caçador habilidoso e um homem do campo, enquanto Jacó era um homem mais quieto e estudioso.
Desde o nascimento, Esaú foi apresentado como um homem impulsivo e egoísta, que valorizava mais as coisas materiais do que as espirituais. Já Jacó era apresentado como um homem que buscava a bênção de Deus.
Um dia, Esaú voltou de uma caçada faminto e pediu a Jacó que lhe desse um pouco da sopa que ele havia preparado. Jacó concordou, mas em troca, pediu que Esaú lhe desse seu direito de primogenitura. Esaú, em sua impulsividade, concordou com o negócio, mostrando que ele não valorizava sua herança espiritual.
Mais tarde, Isaque, o pai de Esaú e Jacó, estava velho e cego, e decidiu abençoar Esaú como o primogênito. No entanto, Rebeca, a mãe deles, sabia que Jacó era o escolhido de Deus e convenceu Jacó a se disfarçar como Esaú e receber a bênção de Isaque.
Jacó recebeu a bênção, e Esaú, quando descobriu, se enfureceu e jurou que mataria Jacó. Jacó teve que fugir e passou muitos anos longe de casa.
Amado, veja quais lições podemos extrair dessa história:
Ela nos mostra a luta entre a carne e o espírito. Esaú representa a carne, com seus desejos egoístas e impulsivos, enquanto Jacó representa o espírito, com sua busca por Deus e sua obediência à Sua vontade.
A história também nos mostra que a bênção de Deus não é algo que possamos merecer por nossas próprias forças, mas sim algo que Deus nos dá por Sua graça.
Vejamos também quais aplicações práticas para nossas vidas podemos aprender:
Busque a bênção de Deus em vez de buscar as coisas materiais em sua vida.
Seja paciente e perseverante. Jacó teve que esperar muitos anos para receber a bênção de Deus.
Não valorize as coisas materiais mais do que a bênção de Deus. Esaú valorizou as coisas materiais mais do que a bênção de Deus e cometeu um grande erro. Não cometa o mesmo erro. Valorize as coisas espirituais mais do que as coisas materiais.
Que Deus te abençoe.
Por Jonas Santana



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