Enquanto o amor esfria no mundo, queime na igreja.




Na última mensagem que preguei ontem, em um momento falei sobre 1 Coríntios 13, sobre o amor verdadeiro. Aquele amor que é paciente, benigno, que não inveja, que não se ensoberbece, que não busca seus próprios interesses. Falei daquele amor que não é apenas sentimento, mas atitude. E também mencionei o que Jesus disse em Mateus 24:12, que por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriaria. E olhando para os dias de hoje, nós percebemos que essa palavra está se cumprindo diante dos nossos olhos.

O amor não deixou de existir, mas esfriou em muitos corações. Vivemos um tempo em que as pessoas têm recursos, mas não têm compaixão. Têm condições, mas não têm disposição. E nesses dias eu vivi algo que me fez refletir ainda mais sobre isso.

Eu compartilhei um vídeo com dois grandes empresários. Era um pedido de ajuda para irmãos em Moçambique, na África, que estão enfrentando necessidades reais, falta de alimento. Eu não estava pedindo nada para mim. Era por pessoas que têm fome, por famílias que precisam do básico para sobreviver. E o que recebi foi silêncio. Nenhuma resposta.

Naquele momento eu poderia ter ficado desanimado, mas Deus falou comigo. O problema não é a falta de dinheiro, é a falta de amor. Porque quando o amor está vivo, ele se move. Quando o amor está vivo, ele se importa. Quando o amor está vivo, ele não consegue ignorar a dor do outro.

Mas Deus, na sua fidelidade, me mostrou que o amor não morreu em todos. No final do culto, quatro irmãs se levantaram e disseram que queriam ajudar. Talvez não tenham grandes empresas, talvez não tenham muito aos olhos humanos, mas tinham algo que vale mais que qualquer recurso: um coração sensível. E ali eu entendi que Deus não depende de quem tem mais, Ele usa quem ama mais.

Enquanto alguns ignoram, outros se levantam. Enquanto alguns fecham a mão, outros abrem o coração. O mundo pode estar esfriando, mas a Igreja não pode. O amor pode estar raro lá fora, mas dentro de nós ele precisa continuar queimando.

Quero finalizar apelando ao seu coração que não deixe o amor esfriar dentro de você. Se Deus tocar no seu coração, responda. Se você puder ajudar, ajude. Se você puder orar, ore. Se você puder estender a mão, estenda. Não permita que a indiferença tome o lugar da compaixão. Que sejamos conhecidos não pelo que acumulamos, mas pelo que compartilhamos. Porque no final, não serão lembrados os que tinham mais, mas os que amaram mais. Amém.

Por Jonas Santana 



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