Título: Quando o país para por um jogo, Deus continua olhando para vidas



Hoje o Brasil parou. Milhões de olhos estavam voltados para um campo de futebol. Milhões de corações se encheram de expectativa, e, ao final, muitos experimentaram a frustração da derrota.

Não há problema em torcer. O esporte aproxima pessoas, desperta emoções e faz parte da nossa cultura. O problema começa quando aquilo que é passageiro ocupa o lugar daquilo que é eterno.

Enquanto multidões discutiam um placar, havia alguém chorando a perda de um filho. Enquanto muitos lamentavam uma eliminação, uma família lutava para colocar comida na mesa. Enquanto as redes sociais eram tomadas por críticas aos jogadores, hospitais estavam cheios de pessoas lutando pela própria vida. Enquanto alguns se revoltavam com o resultado de noventa minutos, muitos dobravam os joelhos pedindo apenas mais um dia de esperança.

Isso nos faz refletir: onde está o nosso coração?

Jesus nos ensinou: "Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração." (Mateus 6:21).

O futebol passa. As emoções passam. As vitórias passam. As derrotas também passam. Mas a alma continua. A eternidade continua. O amor de Deus continua.

Vivemos em uma geração que facilmente se mobiliza por entretenimento, mas muitas vezes permanece indiferente à dor do próximo. Choramos por um resultado esportivo, mas nem sempre choramos pelos que sofrem. Gastamos horas debatendo um jogo, enquanto deixamos de dedicar alguns minutos em oração por quem precisa.

A Bíblia nos convida a olhar para o mundo com os olhos de Cristo. Um olhar que enxerga além das manchetes, além dos placares e além das paixões passageiras. Um olhar que percebe o aflito, acolhe o quebrantado e anuncia esperança onde parece não haver mais nenhuma.

Talvez a maior derrota não seja ser eliminado de uma competição. A maior derrota é viver uma vida inteira sem perceber aquilo que realmente tem valor diante de Deus.

Que o esporte continue sendo motivo de alegria e lazer, mas que nunca ocupe o lugar da nossa fé, da nossa compaixão e do nosso compromisso com o Reino de Deus.

Que o nosso coração se entristeça menos com aquilo que passa e se sensibilize mais com aquilo que permanece.

Porque, no fim das contas, Deus não perguntará qual seleção nós defendíamos. Ele perguntará como amamos, como servimos e como vivemos o Evangelho.

"Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mateus 6:33).

Que essa seja a nossa maior torcida e a nossa maior vitória.

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